Foto:Vagner Espíndola
O prefeito de Criciúma (SC), Vagner Espíndola (PSD), viveu cerca de 20 horas nas ruas da cidade caracterizado como uma pessoa em situação de rua. A ação, realizada no dia 10 de julho, teve como objetivo avaliar, na prática, os serviços de assistência social e acolhimento oferecidos pelo município.
Sem revelar sua identidade, Espíndola percorreu praças, avenidas e pontos centrais do município. Em apenas 15 minutos, arrecadou quase R$ 6 em esmolas e recebeu alimentos e ajuda de moradores. A experiência foi registrada de forma discreta por uma equipe da prefeitura.
O prefeito encerrou a vivência sob uma marquise no bairro Pinheirinho, onde foi abordado por uma equipe da assistência social, que o encaminhou para um abrigo — sem saber quem ele era. A identidade foi revelada somente após o atendimento.
Medidas após a experiência
A experiência levou a administração municipal a anunciar novas medidas:
- Redução da estimativa de pessoas em situação de rua em Criciúma: de 280 para cerca de 170 até o fim do ano;
- Aumento no número de internações voluntárias;
- Contratação de mais assistentes sociais e psicólogos;
- Criação de um novo protocolo de atendimento humanizado, com previsão de internação involuntária em casos extremos;
- Implementação de um observatório municipal para mapear e monitorar a população de rua.
Reflexões do prefeito
Espíndola destacou que, ao perder sua identidade social, sentiu-se invisível. “Minha esposa e meus filhos passaram por mim e não me reconheceram”, afirmou. Segundo ele, a experiência reforçou a necessidade de políticas públicas mais eficientes, acolhedoras e seguras.
A prefeitura ainda reafirmou o compromisso com a reinserção social de pessoas em vulnerabilidade, com ações que envolvem alimentação, abrigo, cuidados de higiene e capacitação profissional.
















