A cidade de Lages amanheceu sob os holofotes da Justiça nesta semana. O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), por meio do Gaeco e do Grupo Especial Anticorrupção (Geac), deflagrou a Operação Stone, que apura supostas irregularidades em contratos de pavimentação asfáltica firmados durante a gestão do ex-prefeito Antônio Ceron (PSD).
Ao todo, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Lages, São José do Cerrito e Itapema. Entre os alvos, além de Ceron, aparecem nomes de vereadores em exercício, ex-secretários municipais e empresários ligados ao setor da construção civil.

Segundo o MP-SC, os contratos investigados chegam a cifras próximas de R$ 80 milhões, assinados entre 2017 e 2024. A suspeita é de que as licitações teriam sido direcionadas para favorecer determinadas empresas, com indícios de pagamento de propina, corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, organização criminosa e até lavagem de dinheiro.
Durante a operação, uma arma foi apreendida e ao menos uma pessoa acabou presa em flagrante.
O que dizem os envolvidos
A defesa do ex-prefeito Antônio Ceron informou que ainda está tomando conhecimento dos fatos e, por ora, não irá se manifestar. Já a Prefeitura de Lages, sob nova gestão desde o início deste ano, afirmou colaborar com a investigação e destacou seu compromisso com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos.
A Câmara de Vereadores, que também teve nomes atingidos pela operação, declarou que ainda não recebeu nenhuma comunicação oficial sobre o caso, mas que irá se posicionar assim que houver mais informações.
O que está em jogo
Embora ainda em fase inicial, a investigação levanta suspeitas graves sobre a condução de obras que mexeram diretamente com o orçamento e a infraestrutura da maior cidade da Serra Catarinense. O resultado do inquérito pode revelar se os milhões investidos em asfalto realmente serviram para melhorar as ruas de Lages ou se acabaram pavimentando esquemas de corrupção.
















