19. maio 2026

Comissão debate impactos do El Niño e preparação de Santa Catarina para eventos climáticos extremos

Especialistas alertam para possibilidade de fenômeno climático intenso e aumento do risco de enchentes, temporais e deslizamentos no Estado

A possível atuação de um novo fenômeno El Niño em 2026 e os impactos previstos para Santa Catarina foram tema de debate promovido pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), nesta segunda-feira (18).

A reunião ampliada reuniu meteorologistas, pesquisadores, universidades, órgãos estaduais e representantes da Defesa Civil para discutir os cenários climáticos projetados para o segundo semestre, além das medidas de prevenção, adaptação e capacidade de resposta diante do aumento do risco de enchentes, temporais e deslizamentos no Estado.

Durante o encontro, foi destacado que Santa Catarina está entre os estados brasileiros mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos, o que reforça a necessidade de planejamento permanente, monitoramento e fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção de desastres naturais.

Especialistas convidados alertaram para a possibilidade de um episódio de El Niño mais intenso do que os registrados nas últimas décadas, impulsionado pelo aquecimento acelerado das águas do Oceano Pacífico.

Segundo os pesquisadores, o cenário pode aumentar significativamente a frequência de chuvas intensas, temporais e deslizamentos, especialmente entre os meses de julho e novembro.

Apesar do alerta, os especialistas ressaltaram que a ocorrência do fenômeno não representa automaticamente tragédias, mas exige preparação e ações preventivas para minimizar os impactos à população.

Entre os principais riscos apontados estão enchentes de grande proporção, prejuízos à agricultura, danos à infraestrutura urbana e rodoviária, além do aumento da ocorrência de temporais severos em diferentes regiões catarinenses.

A pauta climática também avança na Alesc por meio de projetos em tramitação relacionados à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas e adaptação das cidades catarinenses.

Entre as propostas debatidas estão o reconhecimento da emergência climática em Santa Catarina, climatização sustentável nas escolas públicas, mobilidade urbana sustentável e apoio aos municípios atingidos por eventos climáticos extremos.

Ao final da reunião, foi encaminhada a realização de um novo encontro ampliado com participação da sociedade civil para aprofundar os debates sobre protocolos de risco e ações preventivas.

Também foi anunciada uma audiência pública sobre o tema, marcada para a próxima sexta-feira (22), às 9h, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

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