Iniciativa oferece atividades pedagógicas, culturais, esportivas e tecnológicas para cerca de 1.200 estudantes do Ensino Fundamental
As atividades pedagógicas do segundo ano do Programa Contraturno + Movimento vêm transformando a rotina de crianças e jovens do Sistema Municipal de Educação de Lages. A iniciativa atende aproximadamente 1.200 estudantes e tem como objetivo proporcionar um ambiente enriquecedor, inclusivo e acolhedor por meio de oficinas realizadas no período oposto ao turno regular de aulas.
O Programa oferece atividades pedagógicas, culturais, esportivas e tecnológicas, contribuindo para o desenvolvimento integral dos estudantes. As ações acontecem em três dias da semana, com seis diferentes oficinas, totalizando as 35 horas semanais previstas para matrículas em tempo integral. Além das atividades, os participantes contam com alimentação nutritiva e de qualidade por meio do Programa Pratinho Firmeza.
Entre as oficinas esportivas estão voleibol, handebol, futsal e capoeira. Já as culturais contemplam dança, teatro, artesanato, fanfarra, musicalização, coral e desenho e pintura. As atividades pedagógicas incluem português, inglês, matemática divertida e jogos de lógica e tabuleiro. Na área tecnológica, os estudantes participam de práticas digitais e educação maker.
A oficina de Educação Maker e Robótica ocorre em parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) e busca incentivar metodologias inovadoras, com foco na cultura maker e iniciação à robótica. Para as atividades digitais, a Secretaria Municipal da Educação adquiriu dez unidades tecnológicas móveis e 135 notebooks utilizados nas práticas pedagógicas.
De acordo com o secretário municipal da Educação, professor Dr. Cristian de Oliveira, o Programa contribui para ampliar a jornada escolar e oferecer mais tranquilidade às famílias.
“O Contraturno + Movimento permite que todas as nossas unidades de ensino tenham sua jornada ampliada. É gratificante perceber o quanto a rotina de milhares de estudantes do Sistema Municipal de Educação foi transformada de maneira positiva. Seguimos no processo, sob a liderança da prefeita Carmen Zanotto, para tornar a educação pública de Lages uma das melhores do Estado de Santa Catarina”, destaca o secretário.
A professora formadora do Programa, Maitê Souza, ressalta que as atividades fortalecem o desenvolvimento e a convivência escolar dos estudantes.
“Os primeiros meses foram marcados pelo período de adaptação dos estudantes, mas já é possível perceber o trabalho que vem sendo realizado. As escolas acolheram o Programa com muito carinho e têm se empenhado para que todas as atividades ocorram da melhor maneira possível”, afirma Maitê.
Capoeira e cultura afro-brasileira na Emeb Professor Antônio Joaquim Henriques
O professor Leandro Madalosso ministra a oficina de capoeira para cerca de 300 estudantes nas Emebs Professor Antônio Joaquim Henriques, Santa Helena, Nossa Senhora dos Prazeres e Mutirão. Além das atividades práticas, os alunos aprendem sobre a cultura afro-brasileira.
“Tem sido bem positivo. São crianças bastante esforçadas e interessadas. Temos vários meninos e meninas participando. Eles gostam da atividade, que engloba brincadeira, atividade recreativa, dança, jogo e luta”, comenta o professor.
O estudante Henrique Andrade Matos, de 12 anos, aprova a experiência. “Gosto bastante, me divirto, distraio a mente”, relata.
Na manhã chuvosa de segunda-feira (26 de maio), a professora Ivone Steffen desenvolveu uma atividade de português e inglês com foco em frutas e alimentos na língua inglesa.
“Hoje eles estão aprendendo sobre fruit basket, o que levar ou não numa cesta de frutas para um piquenique. São crianças bem esforçadas, que dão conta de tudo o que é transmitido nas aulas”, explica a professora.
O estudante Arthur Daniel Oliveira, de dez anos, destaca as atividades desenvolvidas na oficina. “Gostei de realizar a atividade do Dia das Mães e sobre a equidade racial. Meu inglês também está melhorando”, afirma.
Cultura gaúcha e matemática divertida na Emeb Nossa Senhora da Penha
Na Emeb Nossa Senhora da Penha, os estudantes participam da oficina de CTG – Tradições Gaúchas, onde aprendem sobre a cultura regional de forma lúdica.
“Nós conversamos muito sobre a cultura e o tradicionalismo na nossa região. Temos tanto a prática quanto a parte teórica. Eles aprendem sobre a origem da cultura gaúcha e também músicas tradicionais”, explica a professora Naiara de Jesus.
Em clima da 36ª Festa Nacional do Pinhão, o tema também foi trabalhado nas atividades da oficina.
“Eu trago vídeos sobre os CTGs, concursos e sobre a Sapecada da Canção Nativa. Conversamos também sobre a culinária. Eles se envolvem bastante”, destaca Naiara.
A estudante Vitória de Souza, de nove anos, conta que gosta especialmente das danças. “Aprendo bastante sobre a cultura gaúcha”, diz.
Também na unidade, o professor Vinicius Gerber Furtado trabalha a matemática de maneira lúdica e interativa.
“Tentamos fazer atividades relacionadas à interação com a matemática, inserindo conceitos básicos de uma maneira que eles nem percebam que estão trabalhando a disciplina”, observa o professor.
Entre as estratégias utilizadas estão brincadeiras e jogos educativos, como Show do Milhão e simulações de mercado para ensinar cálculos e noções financeiras.
A estudante Analú Pereira de Paula, de oito anos, conta que seu jogo preferido é o Jogo da Vida. “Gosto bastante da oficina. Nem parece que é matemática”, brinca.


















