Paralisação começou na sexta-feira (11); TST determinou manutenção de pelo menos 80% do efetivo durante a greve
A greve dos trabalhadores dos Correios segue por tempo indeterminado e ainda não tem previsão de encerramento. A paralisação começou na sexta-feira (11), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.
Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), um dos principais pontos de divergência nas negociações envolve o plano de saúde dos funcionários. A entidade afirma que a empresa pretende alterar o benefício.
Com o início da paralisação, os Correios acionaram o Plano de Continuidade de Negócios, com medidas para reduzir os impactos sobre as operações. Entre as ações estão o remanejamento de veículos, a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais e a realização de mutirões para manter o fluxo de encomendas e correspondências.
A empresa informou que as agências permanecem abertas e que os serviços continuam sendo realizados em todo o país. No entanto, a estatal não informou quais regiões poderão registrar maiores impactos ou se haverá alteração nos prazos de entrega.
TST determina manutenção de 80% do efetivo
No sábado (12), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade em cada unidade dos Correios durante a greve.
A determinação abrange trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos ou de suporte considerados necessários para a continuidade da operação postal.
Os Correios também ingressaram com pedido de dissídio coletivo no TST após o encerramento da mediação sem acordo com os trabalhadores.
O julgamento do dissídio está marcado para segunda-feira (21), às 13h30, na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC). Até a data do julgamento, as partes ainda podem chegar a um acordo.
Empresa enfrenta dificuldades financeiras
A greve ocorre em meio a um cenário de dificuldades financeiras enfrentado pelos Correios. Segundo informações divulgadas pelo g1, a empresa acumula cerca de 15 trimestres consecutivos de resultados negativos.
No primeiro semestre de 2026, o prejuízo informado foi de R$ 5,6 bilhões. A estatal também trabalha para obter um novo empréstimo para reforçar o caixa e manter as operações.
Como ficam as entregas
Com a manutenção de pelo menos 80% do efetivo determinada pelo TST e a adoção do plano de continuidade, os Correios afirmam que buscam manter o funcionamento dos serviços durante a paralisação.
Ainda assim, eventuais atrasos podem ocorrer conforme a adesão à greve e o impacto sobre as operações em cada região. Os Correios não divulgaram, até o momento, uma previsão geral de alteração dos prazos de entrega.
Para informações sobre encomendas e serviços, a empresa orienta os clientes a utilizarem os canais oficiais de atendimento ou os telefones 4003-8210 e 0800-881-8210.












