15. julho 2026

Projeto que prevê aumento de até 15% para aposentadas do INSS avança na Câmara dos Deputados

Proposta beneficia mães aposentadas pelo INSS com adicional de 5% por filho, limitado a 15%, mas ainda precisa passar por novas etapas no Congresso Nacional

Um projeto de lei que prevê um aumento de até 15% no valor das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para mulheres com filhos deu mais um passo na Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei (PL) 6.841/2025 foi aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e segue em tramitação no Congresso Nacional.

A proposta estabelece um adicional de 5% no benefício para cada filho, limitado a três dependentes. Caso seja aprovado em todas as etapas e sancionado, mães com um filho receberão um acréscimo de 5%, com dois filhos terão 10% e aquelas com três ou mais filhos poderão receber até 15% a mais na aposentadoria.

Apesar do avanço, o projeto ainda não está em vigor e não altera as regras atuais da Previdência Social. O texto ainda será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois disso, precisará ser aprovado pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado antes de seguir para sanção presidencial.

Quem poderá receber

O benefício será destinado exclusivamente às mulheres aposentadas pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, seguradas que recebem aposentadoria pelo INSS.

Pela proposta:

  • Mães com um filho terão direito a 5% de acréscimo;
  • Com dois filhos, o adicional será de 10%;
  • Com três ou mais filhos, o aumento será de 15%.

A forma de comprovação da maternidade ainda deverá ser definida em regulamentação específica.

Quem não será beneficiado

O texto também estabelece algumas restrições. Não terão direito ao adicional:

  • Homens aposentados, mesmo em casos de guarda exclusiva ou paternidade solo;
  • Servidoras públicas vinculadas aos regimes próprios de previdência;
  • Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), por se tratar de um benefício assistencial.

Justificativa da proposta

Segundo a relatora do projeto, o objetivo é compensar os impactos que a maternidade pode causar na vida profissional das mulheres, como interrupções na carreira, redução da jornada de trabalho e menor tempo de contribuição previdenciária.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que, em média, as mulheres dedicam cerca de 21 horas e 36 minutos por semana aos cuidados domésticos e familiares, enquanto os homens dedicam 11 horas e 48 minutos.

Impacto fiscal ainda será analisado

O impacto financeiro da proposta para os cofres da Previdência ainda não foi divulgado oficialmente. As próximas comissões da Câmara deverão avaliar os custos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio das contas públicas antes da votação em plenário.

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