Neste outono e inverno, capital catarinense já registrou 2.210 pinguins-de-Magalhães; apenas 148 foram resgatados com vida
Mais de 200 pinguins-de-Magalhães foram encontrados mortos nas praias de Florianópolis em um único dia, segundo dados do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS/R3 Animal). O número chama a atenção e reforça o impacto enfrentado pela espécie durante o período de migração.
Ao longo do outono e inverno de 2026, a capital catarinense contabilizou 2.210 registros de pinguins-de-Magalhães, dos quais apenas 148 animais foram encontrados vivos. Os demais chegaram às praias já sem vida.
De acordo com a R3 Animal, o monitoramento é realizado diariamente nas praias de Florianópolis. As equipes percorrem a faixa de areia recolhendo os animais encontrados.
Quando a condição da carcaça permite, os pinguins mortos são encaminhados para necropsia, procedimento que busca identificar as possíveis causas da morte e gerar informações para pesquisas e ações de conservação da espécie.
Já os animais encontrados com vida são levados ao Centro de Reabilitação da R3 Animal, onde passam por atendimento veterinário, recebem tratamento e permanecem sob cuidados até estarem aptos para retornar ao ambiente natural.
Migração natural
Os pinguins-de-Magalhães migram todos os anos da Patagônia, no sul da Argentina e do Chile, em direção ao litoral brasileiro durante o inverno em busca de alimento. Muitos chegam debilitados às praias devido ao longo deslocamento, à escassez de alimentos, doenças, poluição e interação com atividades humanas, fatores que podem contribuir para o aumento da mortalidade.
As equipes orientam que, ao encontrar um pinguim na praia, a população não tente devolvê-lo ao mar nem o manipule. A recomendação é manter distância, evitar aglomerações e acionar os órgãos responsáveis para que o animal receba atendimento adequado.












