A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, entre a tarde de quinta-feira (9 de abril) e a noite de sexta-feira (10 de abril de 2026), a operação “Moscou”, com foco no combate ao tráfico internacional de drogas. A ação resultou na prisão do líder do grupo criminoso, um homem de origem russa, em Florianópolis.
De acordo com a investigação, o suspeito mantinha um laboratório clandestino em uma mansão de alto padrão no bairro Jurerê Internacional, utilizada como fachada para as atividades ilícitas. O local foi escolhido estrategicamente pela intensa movimentação de pessoas e veículos, o que dificultava a identificação das práticas criminosas.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, equipes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais localizaram um laboratório completo para processamento e refinamento de cocaína. No imóvel, foram apreendidos produtos químicos controlados, como ácido sulfúrico e clorídrico, equipamentos laboratoriais e matéria-prima, além de quantidades de droga já processada.
Também foram encontrados valores em espécie, em diferentes moedas, que somam cerca de R$ 200 mil, e um veículo avaliado em aproximadamente R$ 150 mil.
A investigação teve início após denúncia anônima que levou à prisão de um suspeito no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, ainda na quinta-feira (9). O homem foi flagrado tentando embarcar com drogas ocultas no corpo, possivelmente com destino final à cidade de Moscou, na Rússia.
Segundo a Polícia Civil, o esquema apresentava estrutura organizada, com divisão de funções entre produção, transporte e distribuição internacional dos entorpecentes.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Drogas (DRD) e contou com apoio de outras unidades especializadas, incluindo a Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS), o Núcleo de Inteligência (NINT) e o Núcleo de Operações com Cães (NOC). O uso de cães farejadores auxiliou na localização das drogas.
O suspeito preso no aeroporto teve a prisão convertida em preventiva. Já o homem de origem russa foi encaminhado à sede da DEIC, onde teve a prisão em flagrante formalizada e permanece à disposição da Justiça.


















