16. maio 2026

Operação “Thánatos” investiga suposto esquema de propina envolvendo funerária e servidores da saúde em Lages

Mandados foram cumpridos nesta quarta-feira (1º); R$ 80 mil em espécie foram apreendidos

Na manhã desta quarta-feira (1º de abril de 2026), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a Operação “Thánatos” no município de Lages. A ação é resultado de investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca, com atuação na área da moralidade administrativa.

A apuração investiga a existência de um possível esquema estruturado de pagamento de propina a servidores públicos da saúde, com o objetivo de favorecer uma empresa funerária na captação de serviços junto a familiares de pessoas falecidas.

Com base nos indícios apresentados pelo Ministério Público, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages autorizou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em diferentes endereços ligados aos investigados. Durante as diligências, foram apreendidos R$ 80 mil em dinheiro em espécie.

Segundo as investigações, transferências bancárias com características compatíveis com pagamento de propina teriam sido realizadas a diversos servidores, indicando possíveis crimes de corrupção ativa e passiva. Também foram identificadas comunicações frequentes entre funcionários da funerária e agentes públicos com acesso direto a informações sobre óbitos.

Os indícios apontam que dados privilegiados sobre mortes ocorridas em atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, no Hospital Tereza Ramos, na UPA e em residências teriam sido repassados indevidamente. Isso possibilitaria que representantes da funerária chegassem antes aos familiares, desrespeitando o sistema de rodízio municipal.

As diligências têm como objetivo recolher documentos, mídias, equipamentos e outros materiais que possam comprovar os repasses de valores, o vazamento de informações e a eventual participação de novos envolvidos no esquema.

Os itens apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial. A partir dos laudos, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado dará continuidade às investigações para aprofundar a apuração e identificar possíveis ramificações da rede criminosa.

A investigação segue em sigilo. Novas informações deverão ser divulgadas após a liberação judicial dos autos.

O nome da operação faz referência a “Thánatos”, figura da mitologia grega associada à morte, simbolizando, segundo o Ministério Público, o encerramento de práticas ilícitas e a responsabilização dos envolvidos.

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