Tema dominou sessão da Alesc nesta terça-feira (12) e levantou discussões sobre economia, critérios sanitários e reflexos no agronegócio catarinense
A decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e animais ao bloco europeu repercutiu na sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), realizada nesta terça-feira (12).
O tema foi debatido na tribuna pelos deputados Sargento Lima e Neodi Saretta, que abordaram os impactos econômicos e sanitários da medida para o agronegócio brasileiro.
Durante o pronunciamento, Sargento Lima destacou preocupação com os reflexos da suspensão sobre as cadeias produtivas e os empregos ligados ao setor agropecuário, especialmente nos estados com forte participação da produção rural.
“Se deixamos de exportar, o produto pode até baratear dentro do país, no primeiro momento, mas precisamos entender o impacto disso na arrecadação e às consequências diretas à população”, afirmou o parlamentar.
O deputado também criticou o governo federal e relacionou a decisão europeia ao descumprimento de regras sanitárias envolvendo o uso de antibióticos na pecuária.
Já o deputado Neodi Saretta defendeu que a situação seja analisada de forma técnica, considerando os critérios sanitários utilizados pela União Europeia para justificar a exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados.
“Antes de dizer que o problema é apenas do governo, precisamos analisar os critérios que levaram ao veto. Devemos debater com muita seriedade os pontos em que a União Europeia utilizou para essa exclusão”, destacou.
Além do debate sobre exportações de carnes, a sessão da Alesc também abordou temas relacionados à infraestrutura rodoviária, segurança pública, educação e saúde em Santa Catarina.


















