Ação do GAECO cumpre mandados de busca e apreensão e apura atuação de grupo organizado voltado ao tráfico de drogas sintéticas na região
Na manhã desta quarta-feira, 13 de maio, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a Operação “Dupla Face” em apoio ao Procedimento Investigatório Criminal conduzido pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Curitibanos. A investigação apura crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas no município.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra os suspeitos, expedidos pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Lages. As ordens judiciais foram executadas em Curitibanos.
De acordo com as investigações, foram identificados indícios de atuação estruturada no tráfico de drogas, especialmente substâncias sintéticas, envolvendo diversos investigados e uma rede organizada de aquisição, fracionamento e distribuição de entorpecentes na região.
Conforme apurado pelo Ministério Público, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções e coordenação para comercializar os produtos em larga escala, inclusive por meio de compras coletivas e revenda no varejo. Também foram constatadas comunicações frequentes entre os integrantes, utilização de meios digitais e indícios de uma estrutura logística voltada ao armazenamento e à distribuição das drogas.
A investigação também aponta a possível participação de um agente público. Segundo o procedimento investigatório, há indícios de que a posição funcional do servidor poderia ter sido utilizada, direta ou indiretamente, para favorecer a atividade criminosa ou acessar informações sensíveis. A situação motivou a adoção de medidas cautelares judiciais, incluindo o afastamento do cargo.
Durante a operação, os mandados de busca e apreensão tiveram como objetivo recolher aparelhos eletrônicos, documentos, registros financeiros e outros materiais relacionados à prática criminosa, visando aprofundar as investigações e identificar possíveis novos envolvidos.
A operação contou com a atuação do GAECO, com apoio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Curitibanos, além da participação do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.


















