Dados do Censo 2022 do IBGE apontam que 1,2% da população brasileira possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista; em Santa Catarina, são cerca de 91,6 mil pessoas
O Brasil contabiliza aproximadamente 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o equivalente a 1,2% da população, conforme dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento também mostra que a prevalência é maior entre homens e que a faixa etária de 5 a 9 anos concentra o maior número de diagnósticos.
Em Santa Catarina, o cenário acompanha a média nacional. Segundo o IBGE, cerca de 91,6 mil catarinenses possuem diagnóstico de TEA, representando também aproximadamente 1,2% da população estadual.
O crescimento dos diagnósticos tem ampliado a necessidade de profissionais qualificados para atuar nas áreas da saúde, educação e assistência, além de reforçar a importância de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, inclusão e acompanhamento multidisciplinar.
Especialistas destacam que a identificação precoce permite intervenções mais eficazes, contribuindo para o desenvolvimento das pessoas autistas e para uma melhor qualidade de vida.
Formação de profissionais
Diante desse cenário, instituições de ensino têm ampliado a oferta de cursos voltados à capacitação de profissionais para atuação com pessoas autistas. A proposta é preparar equipes multidisciplinares para trabalhar com base em evidências científicas, práticas inclusivas e atendimento humanizado.
Segundo a coordenadora da pós-graduação em Formação Avançada em Autismo do UNICESUSC, Mariele Finatto, o aumento dos diagnósticos reforça a necessidade de atualização constante dos profissionais.
“A prevalência de casos de autismo identificados evidencia a importância de formar profissionais preparados para compreender a complexidade do espectro e atuar de forma ética, inclusiva e baseada em evidências científicas”, afirma.
Diagnóstico precoce e inclusão
Países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido são apontados como referência na identificação precoce do TEA, com protocolos de rastreamento infantil e integração entre saúde, educação e assistência social.
Especialistas ressaltam que o autismo não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa durante toda a vida. As características variam de indivíduo para indivíduo, justificando o uso do termo “espectro”.
Além disso, o aumento do acesso à informação e a evolução dos critérios diagnósticos têm favorecido a identificação mais precisa dos casos, fortalecendo debates sobre inclusão escolar, suporte às famílias e políticas públicas voltadas à neurodiversidade.













