15. julho 2026

Julho Amarelo reforça a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das hepatites virais

Campanha nacional alerta para uma doença que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas e pode evoluir para complicações graves se não for diagnosticada precocemente

O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais. A iniciativa busca informar a população sobre as formas de prevenção, incentivar a realização de testes rápidos e ampliar a cobertura vacinal contra a hepatite B, única forma da doença que pode ser evitada por meio da vacinação.

As hepatites virais são inflamações que atingem o fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. Muitas vezes, a infecção evolui de forma silenciosa, sem apresentar sintomas por anos, aumentando o risco de cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado quando o diagnóstico é tardio.

O que são as hepatites virais?

As hepatites são doenças que provocam inflamação no fígado e comprometem o funcionamento do órgão. Dependendo do tipo de vírus, a transmissão pode ocorrer por alimentos ou água contaminados, contato com sangue infectado ou relações sexuais sem preservativo.

Entre os principais tipos estão:

  • Hepatite A: transmitida principalmente por água e alimentos contaminados e pela falta de saneamento básico.
  • Hepatite B: transmitida por sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. Possui vacina disponível gratuitamente pelo SUS.
  • Hepatite C: transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. Atualmente possui tratamento com altas taxas de cura.
  • Hepatite D: ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B.
  • Hepatite E: geralmente está relacionada ao consumo de água contaminada.

Principais sintomas

Em muitos casos, a doença não apresenta sintomas. Quando aparecem, os sinais podem incluir:

  • Cansaço excessivo;
  • Febre;
  • Enjoos e vômitos;
  • Dor abdominal;
  • Pele e olhos amarelados (icterícia);
  • Urina escura;
  • Fezes claras;
  • Perda de apetite.

Como prevenir

A prevenção varia conforme o tipo de hepatite, mas algumas medidas são fundamentais:

  • Manter a vacinação contra a hepatite B em dia;
  • Utilizar preservativo nas relações sexuais;
  • Não compartilhar seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates ou objetos perfurocortantes;
  • Exigir materiais esterilizados em procedimentos como tatuagens, piercings e manicure;
  • Lavar bem as mãos e higienizar alimentos;
  • Consumir água tratada.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais e testes rápidos, disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Como a doença pode permanecer sem sintomas por muitos anos, a testagem é considerada uma das principais formas de prevenção das complicações.

Tratamento

O tratamento depende do tipo de hepatite.

Enquanto a hepatite A costuma apresentar cura espontânea na maioria dos casos, as hepatites B e D exigem acompanhamento especializado para controle da doença. Já a hepatite C possui medicamentos modernos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), capazes de eliminar o vírus na maioria dos pacientes.

A importância da campanha

O Julho Amarelo busca ampliar o acesso à informação e incentivar o diagnóstico precoce. Quanto antes a doença for identificada, maiores são as chances de evitar complicações e iniciar o tratamento adequado.

A recomendação é que a população procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima para verificar a situação vacinal, realizar testes quando indicados e receber orientações sobre prevenção.

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