Município evoluiu do Selo Bronze para o Ouro no Compromisso Nacional com a Alfabetização – Edição 2025 em apenas um ano
O município de Lages conquistou o Selo Ouro na Edição 2025 do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). Em apenas um ano, o município avançou do Selo Bronze, recebido em 2024, para a maior classificação da premiação nacional.
O reconhecimento foi entregue na noite do dia 24 de março, durante cerimônia realizada no Fórum da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Santa Catarina (Undime), em Florianópolis. A prefeita Carmen Zanotto e o secretário municipal da Educação, professor Dr. Cristian de Oliveira, receberam o troféu alusivo à 2ª edição do Prêmio Undime-SC, que celebra o Selo Criança Alfabetizada.
O Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização é concedido pelo Ministério da Educação para reconhecer iniciativas das secretarias municipais de Educação que asseguram o direito à alfabetização das crianças, em conformidade com o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).
Entre as 5.595 redes que aderiram ao compromisso em todo o país, 4.728 conquistaram alguma categoria do selo. Destas, 2.285 receberam o Selo Ouro.
O secretário municipal da Educação, professor Dr. Cristian de Oliveira, destacou o trabalho coletivo desenvolvido pelas equipes da rede municipal.
“Esta conquista foi construída por toda a equipe da Secretaria Municipal da Educação, pela coordenadora Eri Campos, que liderou com excelência o envio da documentação, e, principalmente, pelo trabalho de cada professor que faz a alfabetização acontecer todos os dias na sala de aula. É uma premiação coletiva que reafirma o compromisso da gestão da prefeita Carmen Zanotto com a alfabetização na idade certa”, afirmou.
Trabalho em sala de aula fortalece alfabetização
Na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Ondina Neves Bleyer, no bairro Sagrado Coração de Jesus, o processo de alfabetização começa ainda nos primeiros dias de aula.
A professora alfabetizadora Simara Bertotto Westphal Marcon explica que o primeiro passo é realizar um diagnóstico do nível de aprendizagem dos estudantes que chegam ao 1º ano do Ensino Fundamental.
“Antes de introduzir conteúdos, você avalia o conhecimento prévio para entender o nível de cada criança, já que elas vêm de origens diferentes”, relata a professora.
O trabalho pedagógico envolve atividades voltadas à consciência fonológica, identificação das letras e compreensão da função social da leitura e da escrita.
Entre as estratégias utilizadas estão leituras compartilhadas e o “Bingo dos Nomes”, atividade que auxilia no reconhecimento das letras e na associação dos sons.
“Quando percebem que o nome do Antony começa com ‘A’, mas que há outro colega com a mesma inicial e precisam olhar a letra seguinte, ocorre o grande salto cognitivo”, explica Simara.
A professora destaca que o processo acontece de forma individualizada, respeitando o ritmo de cada criança.
“É um trabalho de formiguinha. Como a turma tem níveis desiguais, uns nas vogais, outros no alfabeto, o trabalho é constante de ir e voltar”, comenta.
Reconhecimento valoriza professores e estudantes
Para Simara, a conquista do Selo Ouro representa o reconhecimento do esforço diário realizado nas escolas.
“Podemos falar com orgulho que somos ouro e que isso reflete o nosso trabalho. É a cereja no bolo ver as crianças melhorando a cada dia, aprendendo, descobrindo as letras, a leitura e a escrita”, destaca.
A diretora da Emeb Ondina Neves Bleyer, Alessandra Wolinger Machado, reforça a importância da alfabetização na base da formação escolar.
“Todos os estudantes que passam pela Simara saem alfabetizados. Isso é fundamental para o desenvolvimento deles. Tudo o que plantamos no primeiro ano, colhemos nos outros oito do Ensino Fundamental”, afirma.
O resultado do trabalho desenvolvido nas salas de aula também aparece no entusiasmo dos próprios estudantes. A pequena Maria Eduarda Schmidt Johann, de 6 anos, aluna do 1º ano da Emeb Ondina, conta que já gosta da leitura e da escrita.
“Gosto de ler bastante coisa. Leio todas as placas que vejo, até o que está nas carteiras da sala de aula. Gostei muito quando escrevemos nosso nome no caderno e depois copiamos. Foi bem legal”, relata.


















