Santa Catarina segue como referência nacional em doação de órgãos e transplantes. Em 2025, o estado alcançou a maior taxa de doadores efetivos do país, com 42,8 doadores por milhão de população (pmp), conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).
O estado também registrou a menor taxa de não autorização familiar do Brasil, com índice de 32%, resultado atribuído ao trabalho contínuo de conscientização, capacitação de profissionais e solidariedade da população catarinense.
Ao longo de mais de duas décadas de atuação, cerca de 26 mil pessoas já receberam órgãos, tecidos ou células em Santa Catarina. Pacientes de outros estados também foram beneficiados pelas doações realizadas no território catarinense.
Em 2025, a Central Estadual de Transplantes, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, contabilizou 804 notificações de potenciais doadores. O número representa uma taxa de 98,2 notificações por milhão de população, mantendo Santa Catarina entre os líderes nacionais nesse indicador. A média brasileira no mesmo período foi de 74,7 pmp.
O estado também apresentou o melhor desempenho do país na conversão de potenciais doadores em doadores efetivos, alcançando 43% das notificações.
O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, destacou o trabalho das equipes envolvidas no sistema de transplantes e a importância da conscientização das famílias sobre a doação de órgãos.
A entrevista familiar é considerada uma das etapas mais delicadas do processo. Para fortalecer esse atendimento, Santa Catarina realiza, em média, 10 Cursos de Comunicação em Situações Críticas por ano. Até 2025, mais de 3 mil profissionais já foram capacitados.
O coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade, ressaltou que cada vez mais famílias têm autorizado a doação de órgãos e tecidos, transformando o momento de luto em um gesto de solidariedade e esperança para outras vidas.
A doação de órgãos e tecidos pode ser realizada por qualquer pessoa. Para isso, é fundamental comunicar à família o desejo de ser doador, já que a autorização familiar é indispensável para que o procedimento aconteça.


















